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13 de nov. de 2012

PORTO ALEGRE: UMA CIDADE TAMBÉM RURAL

Porto Alegre, uma das maiores cidades do Brasil, com 1,4 milhão de habitantes, é também o município que tem a segunda maior zona rural - atrás apenas de Palmas (TO) - e a maior produção de frutas entre todas as capitais estaduais do País.

Promoções típicas de comunidades interioranas, como a Festa do Pêssego, iniciada neste sábado, e a Festa da Uva, em janeiro, fazem parte do calendário de eventos da metrópole gaúcha. Mesmo que participe com menos de 1% do Produto Interno Bruto (PIB), o setor primário é tido como indispensável ao município, por gerar ocupação e renda, preservar áreas naturais em meio ao concreto dos edifícios e ofertar alimentos à população a preços competitivos.

Cálculos da prefeitura indicam que 30% dos 496 quilômetros quadrados do município são áreas de preservação ou usadas para atividades primárias. As 750 propriedades rurais estão em 11 bairros da zona sul, para onde também começa a se voltar a expansão imobiliária. Além de sustentar cerca de 5 mil pessoas, elas aumentam a renda de outras 20 mil na cadeia de transportes, suprimentos e vendas, calcula Ferri Júnior.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que Porto Alegre tem cultivos permanentes de caqui, figo, laranja, noz, pera, pêssego, tangerina e uva, que rendem cerca de 2 mil toneladas por ano, além de plantações anuais de flores, arroz, feijão e milho.

O município também tem 22 mil cabeças de bovinos, equinos, suínos, caprinos, muares e asininos e, ainda, 10 mil galinhas, galos e codornas. "Em alguns municípios do interior isso seria insignificante, mas para uma capital é muito", compara o presidente do Sindicato Rural de Porto Alegre, Cleber Vieira, 55 anos, criador de ovinos de lã preta e cavalos crioulos.

Feiras

Parte desses produtos, especialmente frutas, hortaliças e flores, é vendida na Ceasa, mas a fatia maior é comercializada pelos próprios agricultores nas 52 feiras semanais do município e em bancas montadas no centro da cidade por ocasião das colheitas. "Em vez de R$ 0,50, o produtor pode ganhar R$ 3 pelo quilo de pêssego", calcula Vieira, referindo-se à diferença entre o valor obtido pela venda a distribuidores e pela venda direta.

Fonte: O Estado de São Paulo
Foto: Divulgação PrefPoa
Edição: ALO

29 de abr. de 2011

Propaganda de bebida alcoólica estimula jovens a beber

Praias e festas com gente bonita e alegre bebendo são comuns em anúncios publicitários de cervejas. Essas cenas atraem os adolescentes e estão diretamente associadas ao consumo da bebida alcoólica por jovens entre 11 e 16 anos, que não teriam idade para ingerir esse tipo de produto. É o que mostra um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que acaba de ser publicado pelo periódico científico Revista de Saúde Pública.

A pesquisa também revelou que os jovens prestam muita atenção aos anúncios. E dizem acreditar que as propagandas retratam apenas a verdade. Isso, segundo os pesquisadores, tem relação com o consumo precoce do álcool. "Os jovens já têm até uma marca preferida de cerveja", diz a psiquiatra e autora do estudo, Roberta Faria.

Vice-presidente da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), instituição que representa AmBev e Schincariol, entre outras indústrias, Rafael Sampaio contesta a pesquisa, mas admite que os fabricantes sabem que a publicidade tem influência sobre o consumo de cerveja por adolescentes. "Sabemos que há um vazamento do sinal além do público-alvo do produto", diz.

No estudo, 1.115 estudantes de 11 a 16 anos, dos sétimo e oitavo anos do ensino fundamental de três escolas de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, responderam a um questionário com mais de 100 variáveis ligadas à ingestão de álcool - sendo o método por variáveis uma forma de investigação científica descrita na literatura médica. "A escolha da cidade foi baseada em informações do IBGE que indicam São Bernardo com um perfil socioeconômico parecido com o padrão nacional", explica Roberta.

Já a amostra (a escolaridade dos alunos) foi determinada por dados do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), de 2004, que indicam o início do consumo de álcool no Brasil, em média, aos 12,5 anos. "Não podemos atribuir o consumo de cerveja aos comerciais, mas a pesquisa aponta que eles estão associados ao ato", diz Ilana Pinsky, psicóloga e vice-presidente da Associação Brasileira dos Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead).

Família - Mas não é só a propaganda está ligada à iniciação alcoólica, segundo o estudo. "Pouco controle dos pais e o consumo de cigarro também aparecem diretamente associados", afirma Ilana. O consumo de cerveja foi menor no grupo de jovens que respondeu dar satisfação aos pais ao sair sem a companhia de parentes. "O jovem vai imitar o comportamento do adulto, está na fase de experimentação, da curiosidade", explica Ana Cecília Marques, psiquiatra e membro da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Fonte: Veja Online com Agência Estado
Foto: Thinkstock
Edição: ALO Imprensa 

1 de dez. de 2010

Curiosidades do Censo 2010

Ainda em fase de finalização, o Censo 2010 apresenta números curiosos. A população brasileira cresceu 1,17%, com referência ao Censo de 2000. Atualmente somos mais de 190 milhões de brasileiros e brasileiras. As mulheres são a maioria, quase 4.000 milhões de mulheres a mais do que homens em todo o Brasil.
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