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13 de nov. de 2013

ELEIÇÕES 2014: PDT gaúcho realiza reunião tensa e líderes defendem manutenção da união com o PT

Os secretários estaduais da Saúde, Ciro Simoni, do Gabinete dos Prefeitos, Afonso Motta, e dos Esportes, Kalil Sehbe, o vice-presidente do Banrisul, Flávio Lammel, e integrantes de diretorias de algumas estatais reuniram-se nesta terça-feira (12) e, após a tensa reunião, vão tornar pública nesta quarta-feira (13), às 17 h, sua posição de defesa da continuidade da aliança com o PT no Estado.

O Deputado Federal Vieira da Cunha, indo ao encontro do que diz o diretório nacional do partido, defende a candidatura própria e se coloca como pré-candidato ao governo gaúcho. Simoni elogia a posição de Vieira da Cunha mas salienta que na atual conjuntura a candidatura própria não se apresenta como viável. 

PDT/RS, longe de sua história, refém de cargos e do poder

Seguramente o PDT gaúcho é um dos mais representativos partidos políticos e um dos mais identificados com a tradição gaúcha, com a história das lutas e das reivindicações de nosso povo. Infelizmente o ditado que diz: "O poder corrompe", parece que esta se aplicando neste pseudo apoio ao PT e na pretensa coligação para 2014. Não estou dizendo aqui que os nobres líderes e ocupantes de cargos no atual governo gaúcho foram corrompidos, mas que parece que eles não estão querendo deixar de mamar nas tetas do governo, há isso parece. Essa posição dos "líderes" do partido poderá causar uma ruptura no PDT, tudo que o PT gostaria. 

O PDT tem história, e não merece se manter cabresteado pelo PT. Tem sim que lançar candidatura própria, tem que por a cara na rua e defender as bandeiras do trabalhismo puro, as defendidas por Leonel Brizola, mesmo que isso represente não ganhar. 

Fonte: Correio do Povo
Edição: ALO
Imagem: Google

25 de ago. de 2011

Campanha da Legalidade - 50 anos - Democracia acima de tudo

A "Campanha da Legalidade" foi um episódio da história política brasileira que ocorreu após a renúncia de Jânio Quadros da Presidência do Brasil em 1961, em que diversos políticos e setores da sociedade defenderam a manutenção da ordem jurídica - que previa a posse de João Goulart. Outros setores da sociedade - notadamente os militares - defendiam um rompimento na ordem jurídica, o impedimento da posse do vice-presidente e a convocação de novas eleições.

Leonel Brizola então governador do Rio Grande do Sul, inicia um movimento de resistência, pregando a legalidade, ou seja, a posse de Jango (como João Goulart ficou conhecido). Brizola falava ao povo pela Rádio Guaíba e iniciou o movimento denominado a Rede da Legalidade. Os discursos de Brizola eram transmitidos a partir de um estúdio montado no porão do palácio, sob orientação do engenheiro Homero Simom, que cuidou para que rádios do interior retransmitiessem a programação. Em ondas curtas, a legalidade alcançava ouvintes em outros estados.

Discurso de Brizola

De fato, em 27 de agosto Brizola faz o seguinte discurso:
"O Governo do Estado do Rio Grande do Sul cumpre o dever de assumir o papel que lhe cabe nesta hora grave da vida do País. Cumpre-nos reafirmar nossa inalterável posição ao lado da legalidade constitucional. Não pactuaremos com golpes ou violências contra a ordem constitucional e contra as liberdades públicas. Se o atual regime não satisfaz, em muitos de seus aspectos, desejamos é o seu aprimoramento e não sua supressão, o que representaria uma regressão e o obscurantismo. 

A renúncia de Sua Excelência, o Presidente Jânio Quadros, veio surpreender a todos nós. A mensagem que Sua Excelência dirigiu ao povo brasileiro contém graves denúncias sobre pressões de grupos, inclusive do exterior, que indispensavelmente precisam ser esclarecidas. Uma Nação que preza a sua soberania não pode conformar-se passivamente com a renúncia do seu mais alto magistrado sem uma completa elucidação destes fatos. A comunicação do Sr. Ministro da Justiça apenas notifica o Governo do Estado da renúncia do Sr. Presidente da República. 

Por motivo dos acontecimentos, como se propunha, o Governo deste Estado dirigiu-se à Sua Excelência, o Sr. Vice-Presidente da República, Dr. João Goulart, pedindo seu regresso urgente ao País, o que deverá ocorrer nas próximas horas. O ambiente no Estado é de ordem. O Governo do Estado, atento a esta grave emergência, vem tomando todas as medidas de sua responsabilidade, mantendo-se, inclusive, em permanente contato e entendimento com as autoridades militares federais. O povo gaúcho tem imorredouras tradições de amor à pátria comum e de defesa dos direitos humanos. E seu Governo, instituído pelo voto popular - confiem os riograndenses e os nossos irmãos de todo o Brasil - não desmentirá estas tradições e saberá cumprir o seu dever."
Como os militares não cediam, e Brizola também não, a situação ficou grave. Brizola se entricherou no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. Mobilizou a Brigada Militar e distribuiu armas para a população resistir. Brizola convocou a população, e milhares de pessoas foram às ruas para garantir a posse de Jango.

Em 28 de Agosto com a população de prontidão em frente ao palácio, e sabendo das ordens das forças armadas para atacar Brizola, os oficiais do exército caminham ao encontro do povo. No entanto, o então General Machado Lopes, comandante do III exército, não ataca como ordenado e adere ao movimento, comunicando a Brizola que iriam apoiar a posse de Jango.

Em 29 de Agosto, o governo dos militares chegou a programar um ataque com aviões ao Palácio Piratini. Era ordem para matar Brizola e todos os que estivessem com ele. No entanto, o ataque foi sabotado pelo próprio pessoal de controle das forças armadas. O III exército invadiu então a Base Aérea de Canoas e destituiu o brigadeiro Aureliano Passos.

Para Santa Catarina ficou a lembraça dos 14 dias em que o estado foi base da resistência militar à Campanha da Legalidade.

Lá se vão 50 anos e Santa Catrina relembra que o objetivo do estado era impedir que o Exército gaúcho avançasse pelo país. Não existem registros oficiais, mas havia rumores de que a tentativa de bloqueio incluía bombardear a Ponte Hercílio Luz.

— A elite bélica se colocou estrategicamente em Florianópolis, transformando a região num teatro de operações de guerra. Eu comandei a tropa posicionada no Morro dos Cavalos, em Palhoça, para impedir que os rebelados avançassem em direção a Curitiba. A ordem era para explodir a ponte de concreto que havia ali — conta o tenente aposentado Idaulo José Cunha.

Na época, explica o militar da reserva, o 14º Batalhão de Caçadores da Capital era comandado pelo coronel Silvio Pinto da Luz. O contingente de cerca de 700 homens posicionou-se contra o movimento e obedecia ordens do general Odílio Denys, chefe do Estado Maior das Forças Armadas. A capital catarinense também sediava o 5º Distrito Naval — comandado pelo contraalmirante Luiz Clóvis de Oliveira — e era natural que as forças oficiais reforçassem a região.

Fonte: Wikipédia e DC Online
Fotos: Divulgação PDT