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14 de jun. de 2012

Polêmica na audiência pública para revisão do Plano Diretor de Garopaba

Aconteceu na noite desta quarta-feira, 13/06, à noite no auditório da Escola Municipal do Pinguirito a audiência pública convocada pela Prefeitura de Garopaba para apresentar as propostas de revisão e inclusões no plano diretor de Garopaba. O auditório ficou completamente lotado.

Os trabalhos da audiência foram abertos pelo arquiteto e conselheiro Rafael que apresentou o também arquiteto Marlos da empresa Hardt responsável pela revisão e possíveis inclusões no plano diretor.
O arquiteto Marlos passou algumas informações sobre como seria conduzida a audiência e ao chegar ao ponto que os questionamentos seriam somente por escrito, o publico presente discordou e sugeriu que aonde houvesse duvidas ocorreriam os devidos questionamentos, assim sendo aceito.
As alterações propostas foram nas leis, do perímetro urbano, de zoneamento do uso e ocupação do solo, código de obras e na lei do parcelamento do solo, e a inclusão proposta foi à criação da lei do estudo de impacto de vizinhança.
As duvidas surgiam a todo instante, e conforme o Ex- secretário de Obras e Meio Ambiente Samuel Lima, é necessário se fazer presente o Núcleo Gestor do Plano Diretor, realizar reuniões em todas as comunidades, elaborar as propostas de alterações e inclusões e depois realizar uma audiência publica para se apresentar as propostas e se aprovada, ser remetida ao legislativo para que a mesma seja aprovada, isto tudo se encontra no estatuto das cidades, finalizou o ex-secretário Samuel Lima.
O clima esquentou quando o conselheiro Rafael informou que obras especiais passariam pelo “crivo” do CDM, sendo que o conselho é apenas “consultivo” e não “deliberativo” lembrou o ex vereador e advogado Julião Lopes, não tendo poder algum para aprovar ou não uma obra seja ela especial ou não.
Os vereadores do município estavam presentes, assim como secretários e o vice prefeito Ildinho, representantes das comunidades e a imprensa. Ao final da audiência a moradora do Pinguirito Maria José de Camargofoi fez uma proposta para que as revisões e alterações no Plano diretor sejam realizadas somente após as eleições municipais, a qual foi apoiada pela maioria dos presentes.
O arquiteto Marlos informou que todas as sugestões seriam colocadas em ATA e quem em breve toda a documentação estaria disponível eletronicamente no site da Prefeitura.

Fotos: Maurício Dapper

30 de set. de 2011

Manifestação popular impede votação de projeto polêmico



Mais de 100 moradores de Garopaba contrários ao projeto 078 (que faz adequações ao Plano Diretor) movimentaram-se na noite de quarta-feira (28) através das redes sociais e organizaram uma manifestação que começou ontem (29) às 18h na pra Gov. Ivo Silveira, em frente à prefeitura. Com faixas e cartazes protestaram contra a mudança no plano diretor da cidade. Juntos, ocuparam a Câmara de Vereadores e impediram a votação do projeto que altera de dois para cinco andares a altura máxima dos prédios.

— Por quatro anos, o plano diretor foi discutido pela população, que se posicionou pelo limite de dois andares. Agora, o prefeito encaminhou um projeto à Câmara de Vereadores alterando para cinco andares, sem consultar ninguém — explica o morador Zeno Moreira de Castilho Neto.

O que diz a prefeitura

A assessoria de comunicação da prefeitura de Garopaba alega que o projeto não é uma alteração no plano diretor da cidade, mas sim um complemento de lei. A mudança de dois para cinco andares não se aplicaria a todos os prédios, mas apenas a projetos considerados especiais como prédios públicos (hospitais e universidades, por exemplo) e prédios privados turísticos.

No caso dos prédios privados, só poderiam ter cinco andares aqueles com no mínimo 150 apartamentos, que estivessem a mais de 600 metros de lagoas e praias e que tivessem em um terreno 15 vezes maior que o lote de referência do local. Além disso, os projetos considerados especiais passariam por todo um trâmite na prefeitura antes de serem liberados.

A prefeitura ressalta ainda que o complemento de lei vem também para regularizar uma série de obras que já existem na cidade e que estão fora do padrão.

Fonte: DC Online 
Edição: ALO Imprensa
Fotos: ALO Imprensa

21 de ago. de 2011

Obra no centro de Garopaba gera polêmica

A obra que esta sendo realizada na esquina da Trinta de Dezembro com a Antônio José Botelho, no centro de Garopaba, em frente ao CAT e da Câmara Municipal de Garopaba, esta gerando polêmica e inúmeras reclamações de pessoas da comunidade pela forma como o prédio esta sendo construído.
Informações dão conta de que o prédio deverá ser ocupado por uma agência bancária (CEF ou BB), mas basta um olhar para ficar na dúvida se a obra esta realmente regular.

De acordo com a Secretaria de Obras de Garopaba, Arquieto e Urbanista Rafael Ulysséa, várias pessoas já estiveram na secretaria para reclamar sobre a obra. Segundo Rafael a ela foi aprovada em 2010 e esta regular de acordo com a Lei de Nº 729/2001 de 30/01/2001, que instituiu o Plano Diretor Físico Territorial Urbano de Garopaba anterior ao plano vigente hoje.
Quanto aos pontos alvos das reclamações da comunidade (marquises e recuo), o Arq. Rafael separou os ítens da lei do Plano Diretor antigo que dão regularidade à obra. Segue logo abaixo na íntegra.

Mas um ítem da Seção XII - Artigo 201, salienta que a obra não poderá prejudicar a iluminação pública -  e) Não prejudicarão a arborização e iluminação pública, assim como não ocultarão placas de nomenclatura ou numeração. Como se observa nas fotos, é visível que a marquise do prédio quase encosta no poste de iluminação pública da Celesc.
"TÍTULO I

NORMAS GERAIS

CAPITULO IX

LIMITES DE OCUPAÇÃO DO SOLO

Art. 116 Será dispensado o recuo frontal no centro Histórico – ZIE–1 e nas seguintes vias:

I – Ao longo da Rua Marques Guimarães;

II – Ao longo da Rua Prof. Antônio José Botelho e Rua 30 de Dezembro;

III – No lado norte da Rua Nereu Ramos, no trecho entre a Rua Marques Guimarães e Travessa Benevenuto Gonçalves;

IV – Travessa Benevenuto Gonçalves, no trecho entre Nereu Ramos e a Rua Aderbal Ramos da Silva.

Codigo de obras

SEÇÃO XII

MARQUIZES, SALIÊNCIAS E BEIRADOS

Art. 201 - A construção de marquizes nas fachadas das edificações obedecerá às seguintes condições:

a) Serem sempre em balanço;

b) A face externa do balanço deverá ficar afastado da prumada do meio-fio, de 0,30m (trinta centímetros);

c) Ter altura mínima de 3m (três metros) acima do nível do passeio, podendo a prefeitura indicar a cota adequada, em função das marquizes existentes na mesma face da quadra;

d) Permitirão o escoamento das águas pluviais exclusivamente para dentro dos limites do lote através de condutores embutidos e encaminhados à sarjeta sob o passeio;
e) Não prejudicarão a arborização e iluminação pública, assim como não ocultarão placas de nomenclatura ou numeração.

f) Não possuírem paredes sobre as mesmas, exceto muretas e ou grades para fins específicos de proteção, com altura máxima de 1,0 (um metro). (redação Lei n.º 455/1993)

Art. 202 - Será obrigatória a construção de marquizes em toda a fachada nas edificações com mais de um pavimento, em cujo pavimento térreo haja uso comercial.

Art. 203 - As construções alinhadas na testada do terreno não poderão conter nenhuma saliência até a altura de 3m (três metros).

Art. 204 - Nas edificações poderão ser construídos beirados de até 1,20m (um metro e vinte centímetros), os quais não constituirão área construída."


OPINIÃO

Como leigo que somos na questão técnica, e considerando o Plano Diretor vigente quando da autorização da obra, admitimos que a obra não esta irregular. Mas olhando o prédio, principalmente a marquise enconstada no poste, nos atrevemos a dizer que ela esta irregular neste quesito, segundo ítem da lei que a autorizou.

Será que os técnicos responsáveis pela obra acreditam que a proximidade do poste com a marquise é totalmente seguro e que não acarretará problema algum para o prédio, poste e principalmente para a segurança dos pedestres? Fica aqui a pergunta.

Nós ainda vamos buscar respostas com a Celesc e com os responsáveis pela obra. 


Fotos: ALO Imprensa