8 de fev. de 2011

"Emprego Pra Sessentões", por Rosane Magaly Martins

Reproduzimos este artigo por acrediar ser importante como forma de conhecimento, até porque estamos à caminho de lá. Boa leitura

Aumenta a cada ano o número de pessoas idosas (por força de lei, com idade superior a 60 anos) e no Brasil teremos antes de 2050 quantidade igual de jovens e idosos na população brasileira. Este fato, aliado a redução gradual da taxa de natalidade no Brasil começa a delinear cenários de negócios que poderão mudar muito o panorama atual de empregabilidade e de consumo.


Idosos serão cada vez mais valorizados pelo mercado e as empresas passarão a buscar estes profissionais qualificados e capazes de trazer resultados com a melhor relação custo benefício. Pessoas idosas passam a ser identificados como profissionais maduros, capazes de aliar técnica, conhecimento com experiência. 

O grande diferencial competitivo dos “sessentões” será o capital emocional relacionado com a maturidade. Este aspecto, aliado a uma boa base acadêmica e o contínuo aprendizado farão deles objeto de desejo das empresas e passarão a ter a preferência, por sua experiência, equilíbrio e foco para ser parceiro de sucesso.

Ainda existe no mercado de trabalho certo preconceito contra a pessoa idosa, especialmente por parte das equipes de RH que não vêem com clareza que o profissional sênior, acima dos 50/60 anos, pode ser o grande filão nas contratações. Temos informações que pessoas que se aposentaram há alguns anos estão sendo procuradas e reinseridas no mercado, mesmo levando em conta que precisam de informações quanto a inovações tecnológicas.

Estas pessoas maduras estão menos tensas quanto a sua performance e consciente que a tecnologia vem para auxiliar e não para tirar postos de trabalho. Os estudos da gerontologia e geriatria contribuem para desmistificar a velhice e a substituem por maturidade, onde o velho passa a ter a conotação de longevo (pessoa com plena funcionalidade, saudável e apto para desfrutar da sociedade com plenitude) graças a melhor disciplina e conhecimento sobre qualidade de vida.

Assim como serão reinseridos no mercado de trabalho são os adultos sênior que criarão as novas demandas de consumo, como já ocorre nos empreendimentos imobiliários voltados a esta faixa etária, viagens, entretenimento e educação. Portanto, “sessentões” e “sessentonas”, nada de se aposentar e deprimir ao jogar bocha ou fazer crochê. O mercado precisa destes longevos profissionais.


Rosane Magaly Martins é advogada pós-Graduada em Gerontologia e Gestão de Saúde do Idoso e presidente do Instituto Ame Suas Rugas.

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